sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Ameixeira, cerejeira, pessegueiro, quais são as diferenças entre essas flores?

Está chegando a primavera. É quando as belas e parecidas flores rosas começam a desabrochar, uma atrás da outra, a primeira em fevereiro, a segunda em março e, no final de março até abril, as cerejeiras. Lembrando que o clima pode interferir nas previsões, antecipando ou atrasando a florescência.
Também começam as confusões com a identificação ou com o nome das flores, pelas cores e algumas semelhanças.
Saiba como identificar essas 3 belas flores, ligeiramente parecidas:

- Ameixeira - Ume 梅

A primeira a florescer é a ameixeira. Particularmente, dessas 3 flores, gosto mais da ameixeira.
O período de florescência previsto das ameixeiras é o mês de fevereiro.
Ameixeiras não tem caule e as flores brotam diretamente dos ramos. Cada junta no botão tem apenas uma flor e é relativamente espaçoso.
As pétalas são arredondadas.

- Pessegueiro - Momo 桃

A previsão de florescimento é março, como todas as flores.
As árvores do pessegueiro são mais baixas, geralmente apresentam este formato.
As flores crescem ao longo dos ramos e não apresentam tantas flores.
Tem a aparência semelhante à das azaléias, embora menores. As pétalas são ovaladas ou pontiagudas.

- Cerejeiras - Sakura 桜

Com exceção das cerejeiras de inverno - que florescem em janeiro e fevereiro - e das shidarezakura - uma espécie dobrada, pendente que floresce no final de abril - a floração é prevista para final de março a abril.
A árvore é frondosa, atinge altura elevada. 
As cerejeiras tem área de floração maior que as ameixeiras e os pessegueiros, portanto apresenta quantidade muito maior de flores. As flores ficam em direção ao ramo.
Suas pétalas, em número de 5, tem formato oval com um pequeno corte na ponta.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Nanzenji - templo Nanzen - e o aqueduto, em Kyoto

Difícil dizer exatamente quais são os melhores lugares de Kyoto pra visitar, já que dentre tantos templos, santuários e castelos, em cada um dos pontos turísticos existem peculiaridades diferentes, porém esta é mais uma que recomendo: templo Nanzen.
Localizado próximo ao Santuário Heian - há uma rota do jinrikisha entre o santuário e o templo - é um dos mais 5 mais importantes do zen budismo de todo o Japão.
Com uma história imperial ligada à religião, este templo que hoje faz parte do zen budismo, foi morada do Imperador Kameyama, que reinou durante os anos 1249 a 1305 e construiu seu palácio no ano de 1264. Quando o Imperador se tornou estudante do zen budismo dedicou o palácio como templo, no ano de 1291. Contam que o Imperador entrou no sacerdócio zen, a fim de exorcizar o castelo, pois muitas coisas estranhas aconteciam por lá. Depois que passou a exercer, as aparições e fatos estranhos cessaram.
O templo faz parte da linha Rinzai, uma das 3 escolas do zen budismo e a mais rigorosa.
Depois de tornar-se templo, o complexo foi crescendo, mas os edifícios foram destruídos em incêndios e mais tarde, novamente, nas guerras civis do período Muromachi, em 1467. Nanzenji foi reconstruído pela última vez, 130 anos depois. Muitas obras foram presentes de pessoas ricas e poderosas da época, por isso hoje conta com inúmeras peças artísticas e históricas.
A vasta área do complexo contava antigamente com pouco mais de 60 sub-templos, ou edifícios, hoje são apenas 9, nem todos abertos ao público.
Nanzenji é um dos templos mais tranquilos para ser visitado e vale pela imagem do aqueduto construído ao lado.
O imponente complexo Nanzenji tem um enorme portão simbolizando a entrada na parte mais sagrada , o Sanmon, Portão Três, que foi construído em memória aos mortos da Guerra Civil e concluído em 1628. É possível subir na ala superior do portão, com uma taxa de ¥500, e obter a vista da cidade de Quioto e do aqueduto, que fica ao lado. Em seu interior existem inúmeras pinturas e imagens de Buda.


Após o portão está o Salão Hattō, construído em 1909.

Além dos diversos edifícios, na área do Hōjō, tesouros nacionais, está o jardim zen, tipicamente do período Kamakura, onde também se realiza a cerimônia do chá. Para quem aprecia o zen budismo, vale a pena adentrar. A taxa para ingresso aos jardins é de ¥500.
Hōjō e Kohojo, tesouros nacionais.
A área que mais desperta a curiosidade dos turistas é a do belo e surpreendente aqueduto Suirokaku.
Ali se circula livremente, sem taxa.


O aqueduto, também tem uma história antiga e preservada.
Foi construído para levar água do Canal do Lago Biwa a Kyoto - fornecendo 97% do consumo até hoje - com a mais alta tecnologia da engenharia da época.

Parcialmente coberto por musgo, o aqueduto tem arquitetura diferente à do templo. Na época, baseada na incompatibilidade da arquitetura entre o templo e o aqueduto, a construção foi contestada, no entanto, hoje, com a aparência antiga, harmoniza-se com a paisagem do local.

A escadaria leva à parte de cima do aqueduto, onde existem outros sub-templos, ou edifícios.
Seguindo pela canal, um outro edifício antigo.
Uma trilha leva ao outro lado do templo e aqueduto, onde se obtém vista parcial de Kyōto.
Se você for de trem, ônibus ou taxi, poderá seguir a trilha, fazendo outra rota. Próximo da outra saída está a estação de trem Keage da Keihan Keishin Line.

Endereço: 〒606-8435 京都府京都市 左京区南禅寺福地町86
〒 606 - 8435 Kyōto-fu Kyōto-shi Sakyō-ku Nanzenjifukuchi-chō 86 
Fone para navi: 075-771-0365
Mapa

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sábado, 14 de fevereiro de 2015

A couve no Japão

Pasmem! Nem todos os japoneses conhecem a couve, nem mesmo como verdura.
Quando tentei comprar sementes de couve que, em japonês, chama-se  ヶ−ル em um home center, nenhum dos funcionários sabia o que era. Expliquei que era uma verdura de folhas largas, cujo nome era derivado do inglês Kale, mostrando uma foto da net e dizendo que era muito usado em sucos verdes, mas mesmo assim não reconheceram. Não tinha naquela loja, mas sei que existem sementes à venda no Japão.

Por incrível que pareça, embora a couve tenha sido trazida ao Japão na era Edo, juntamente com repolho, brocolis, e outras verduras, não é muito conhecida.
Couve de folha, couve manteiga, há quem chame de couve japonesa. A verdade é que existem diversas espécies da couve.
Crua, cortada em tiras fininhas consumida como salada, ou refogada - acompanhando feijoada ou não - são as formas mais utilizadas na culinária brasileira e em diversas partes do mundo, comum no cotidiano.
Localizá-las em uma prateleira de supermercado, com exceção à dos mercados de produtos brasileiros no Japão, é raridade. Nunca vi.
Porém, em pó - como suplemento dietético - ou suco, encontramos muito, inclusive com o desenho da verdura ou descrita na composição como ヶ−ル.
Nestas garrafas de suco verde, as folhas da couve aparecem destacadas.
Existem grandes plantações da couve, que não são destinadas para venda em supermercados, mas para fabricantes de suplementos dietéticos - pó ou sucos - que produzem uma verdura bastante propensa aos pulgões, sem agrotóxicos.

Os japoneses que plantam couve em suas pequenas hortas, o fazem para consumo próprio, batidas, como suco, desconhecendo o uso como prato extra - okazu - como eles dizem. Por isso também não encontrar à venda em mercados japoneses.
Reconhecida como o melhor vegetal de sucos verdes, pelo alto poder nutricional, vitamínicos e de sais minerais (cálcio, ferro, potássio, fósforo), é consumida pelos japoneses, de forma líquida, como antioxidante, para prevenção de diversas doenças, bem como do envelhecimento.
Bem, e se você deseja tomar o suco de couve no Japão, basta procurar nas seções de sucos vegetais e poderá encontrar em pó ou líquido, em diversas marcas que encontrei como Fancl, Masuda, Aojiru e muitas outras.

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