terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nengajō, o cartão de Ano Novo do Japão

Você pode enviar o nengajō para o Brasil ou para qualquer país do mundo por apenas 18円 a mais, sabia disso?

Se a maioria dos cristãos, principalmente nós brasileiros, tínhamos  temos o hábito de enviar cartões de Natal para a família, amigos, onde quer que estejam, os japoneses preservam como nunca o envio de cartões de Ano Novo.
Nengajō é o nome dado aos cartões de felicitações e bons desejos de Ano Novo no Japão, que são vendidos nos correios, lojas de conveniência e de departamentos, e se compra com o valor da remessa incluso.
À primeira impressão é um cartão simples, com variadas imagens tradicionais e, no verso, totalmente branco para escrever a felicitação. Porém a grande diferença é que, adquiridos a um prazo determinado pelos correios - geralmente até o dia 25 de dezembro, convém informar-se sempre - são entregues no 1º dia do ano, no Japão.
É uma época de muita movimentação nos correios japoneses que contratam pessoas exclusivamente para o serviço de entrega. Alguns correios de grandes cidades japonesas ficam lotadas de motos para efetuar a entrega, já que é costume e é garantida que seja feita no dia de Ano Novo, para quem compra o cartão até uma data estabelecida.
Além disso, os cartões, que são numerados, concorrem a diversos prêmios que devem ser conferidos antes do final do mês de janeiro do novo ano.
E que tal enviar um nengajō para qualquer parte do mundo acrescentando apenas 18円? O cartão custa apenas 52円, pagando um total de 80円, além de mostrar um pouco da cultura japonesa.
Porém, atentem para isto: se os cartões adquiridos no Japão até uma determinada data são entregues no arquipélago japonês no dia 1º de janeiro, no exterior eles obedecem aos correios locais de destinos, sem comprometimento da data de entrega, como no Japão.
Se preferir imagens diferentes, deve solicitar o nengajō "Kaigai nenga" ou "Overseas New Year", que tem desenhos - além dos tradicionais desenhos do animal do zodíaco do ano - imagens diferentes como Monte Fuji e outras atrações turísticas que identificam de imediato o Japão, bem como o selo de envio para exterior, que são especiais - inclusive o desenho - para esse fim. Neste ano são 2 motivos no selo: sushi ou tempura. Quando fui comprar havia apenas 3 selos restantes, sem opção de escolha, apenas o tempura.
O preenchimento do nengajō para exterior também é diferente da maneira costumeira, para envio no Japão:
- deve ser escrito na horizontal, no idioma do seu país, conforme imagem acima
- é preciso conter as seguintes informações, circundadas na imagem acima: POST CARD e AIR MAIL
- o nome e endereço completos do remetente devem ser escritos na parte de cima, precedido do inglês FROM e do destinatário, abaixo, precedido da palavra TO
- obviamente, como a entrega não será no Japão, portanto não havendo o costume do nengajō de Ano Novo no seu país ou qualquer outro, obedece à entrega normal do país de destino
- caso o cartão tenha o número premiado, só poderá ser resgatado no Japão.

Um cartão normal somando os custos de remessa pelos correios, sairá a um custo relativamente alto; os nengajō Overseas será algo diferente e econômico.

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Shikizakura, as cerejeiras de outono de Obara-chō

Vai-se o outono como se foram as folhas.
Embora estejamos ainda no outono e a menos de duas semanas da data oficial do inverno, esfriou com grande intensidade, nevando em várias regiões do Japão.
A natureza, sábia, se recolhe para dar início a um novo ciclo e voltar ainda mais bela.
Um pouco atrasada, mas ainda quero compartilhar algo belo da natureza, onde duas estações se encontram, no mês de novembro.
É, de fato, que as cerejeiras são conhecidas como a flor da primavera. Se falarmos hanami, que significa ver ou apreciar as flores, para os japoneses é sinônimo de cerejeira.
Porém, as cerejeiras florescem durante quase todo o ano, em diversas estações do ano no Japão, inclusive no inverno. Existem variedades diversas e até mesmo onde não se imagina. Mesmo na primavera, quando se diz que elas caíram, por serem efêmeras, algumas variedades florescem tardiamente.
Existem outras espécies como Fuyusakura - em Kamikawa-cho, Saitama e Kamakura, em Kanagawa - Fudansakura - em Suzuka, Mie - Jugatsusakura, chamado também kobazakura (pequena hazakura), mamezakura, no Sakurayama Koen (Parque do Monte Sakura), na cidade de Fujioka, em Gunma.
Samusakura é uma espécie de cerejeira de inverno e pode ser encontrada no templo Daifukuji.
Na primavera e durante todo o mês de novembro, as cerejeiras do tipo shikizakura florescem em pequenos distritos ao redor da cidade de Toyota, em Aichi.

A variedade floresce duas vezes por ano, na primavera e no outono.
No outono, contrasta com a vivacidade das folhas vermelhas e amarelas.
O fitoterapeuta Fujimoto Genseki, no período Edo, levou as mudas híbridas para a região de Toyota, plantando ao redor de sua casa, espalhando pela área.
São flores pequenas e consideradas de longevidade, duram mais que as espécies maiores e tradicionais, famosas da primavera.
Dizem ter 10 mil árvores da espécie em Obara-chō, um distrito da cidade de Toyota, em Aichi.
Obara-chō que é um centro de fabricação de papel japonês - através das folhas de amoreiras -, divide a atividade de atrair turistas que queiram apreciar um pouco das 2 estações mais lindas do arquipélago.
Em uma paisagem mista das delicadas cerejeiras e da explosão das folhas de outono, é a sensação do momento, embora esse festival exista há muitos anos.
A impressionante coloração com as cerejeiras sobrepondo as folhas vermelhas é uma vista fantástica.
As cerejeiras da variedade shikizakura, são bem pequenas.
Ao longo da rota 419, Obara Shikizakura Matsuri é um festival que acontece todos os anos no mês de novembro, quando acontece o momiji, apreciação das folhas de outono, juntamente com o florescimento das pequenas cerejeiras shikizakura.
O festival é realizado em vários pontos de Obara, com diversos concursos - tradicionais em festivais do gênero - como fotografia, haiku e apresentações de taikô - tambor japonês - e outras atrações.

Obara Fureai Kōen, dizem ter 300 árvores de shikizakura.







Endereço Obara Fureai Kōen: 豊田市小原町孫八456
Toyota-shi Obara-chō Magohachi 456
Mapa

Kawami Shikizakura Kōen, às margens da rodovia 419, as cerejeiras ocupam 2 lados, separadamente, sendo um pouco mais adiante. As cerejeiras de outono contornam o rio, com caminhos para apreciação.







Cuidado! Pode ter urso por aqui...

Esta escadaria com 163 degraus dá acesso ao Yakushiji, um pequeno templo.
Do outro lado, acompanhando o rio.

Atrás do rio e as vistas esplêndidas.

Também fantástica pela rodovia.


Em todo este trecho, ocupando 2 lados da rodovia, são 1200 pés de shikizakura.
Endereço: 豊田市川見町堂ノ洞225
Toyota-shi Senmichō Dōnohora 225
Mapa

Assista ao vídeo:


Existem outros locais grandes ao longo da rodovia, cujos mapas se encontram nos centros de informações turísticos desses parques.

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sábado, 29 de novembro de 2014

A beleza das folhas douradas do outono em Sobue-chō, Aichi, Japão

Quando o arquipélago se tinge de vermelho no outono, Sobue-chō brilha com o dourado das folhas de ginkgo, seu maior tesouro.
Com uma história do plantio há mais de 100 anos, as árvores de gingko de Sobue-chō, distrito de Inazawa, Aichi, tinham a finalidade de prevenir acidentes e incêndios.
Como quebra-vento, o objetivo principal era soprar o Ibukioroshi - vento forte que desce pela encosta do Monte Ibuki e atinge a região - por isso plantados em torno de casas, templos e santuários.
A região dessas casas é chamada também de Yashiki Ginnan ou Residencial Ginnan.
A produção gerada pelo plantio também servia para suprir a falta do arroz, no caso de perdas da colheita, como meio de sobrevivência.
Abençoada pelo solo fértil, às margens do rio Kiso, Sobue-chō se destaca com a reputação de melhores produtores de ginkgo e se orgulha de representar 30% do volume da produção nacional, com 4 variedades: Hisaharu, Kimu Hyōe, Tōkurō e Sakae Shin
Mesmo antes de chegar à estação Yamazaki,  em Inazawa, gerida pela Meitetsu Bisuisen, que faz a linha Tsushima/Inazawa/Ichinomiya, já se percebe o clima da cidade dourada, com as árvores de ginkgo enfileiradas pelo caminho. O solo fértil favorece as flores, também vi muitas estufas. Nos quintais muitos arbustos carregados de flores.
Ao descer, são estas as imagens que cercam a pequena estação Yamazaki em Sobue-chō.
Clique na imagem para ampliar 

Estacionamento de carros e bicicletas da estação.
E a pequena estação Yamazaki.
Sobue-chō Ginnan Namiki - Fileira de árvores de Ginkgo Sobue-chō - é o nome dado ao local onde estão os ginkgo.
São mais de 11.000 árvores plantadas no distrito. Esta área fica atrás da estação, que recomendo olhar antes de seguir em direção ao templo, pra quem for de trem.
O passeio pelo vilarejo é uma verdadeira terapia.
Plantação de flores se misturam às árvores de ginkgo, umas já não tinham folhas, algumas amarelas, outras bem douradas.




Atravessando a linha, de volta, segue-se em direção templo.
No caminho, impossível não parar para captar imagens.



Às vezes, ácer com suas cores alaranjadas ao vermelho.




Alguns produtores colocavam barracas em seus quintais para venderem ginkgo.
Quase todo quintal tem, pelo menos, uma árvore de ginkgo.
Inclusive terrenos vazios tem uma árvore plantada. E no terreno vazio, uma barraca para venda de ginkgo.
Clique para saber sobre o >>> ginkgo
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No final de novembro, um festival denominado Ichō Kōyō Matsuri - Festival das Folhas Amarelas do Gingko - é realizado todos os anos, com diversas atrações, como concursos de fotografias, haikai, shows de danças, taikô, jinrikisha e, sem falar nas inúmeras barracas gastronômicas com diversas especialidades da culinária, derivadas do ginkgo e lembrancinhas.
Barracas enfileiradas esbanjam produtos da mais altíssima qualidade, fruto da produção da cidade.
O festival acontece em torno de Yusenji.




A grande árvore de ginkgo do templo Yusenji tem idade estimada em 250 anos. Designado monumento natural de Inazawa.
Em seguida procurei por uma famosa árvore que chamam chichine (titine). Mapas são distribuídos, mas fui seguindo um via net. Encontrei a placa com a informação do local.
Esta é uma árvore de 200 anos da espécie Hisaharu, da residência Tomita. Como é uma residência particular (estava aberta para visitação) com grande portal em um pequeno espaço, não consegui fotografá-la inteira.
Das quatro variedades do ginkgo, que dão seus frutos em diferentes épocas, através do aperfeiçoamento das mudas e com excelente qualidade de grãos, ainda há uma seleção delas para ser utilizadas na culinária.
Mesmo durante a semana, o festival está a todo vapor. A maioria, como sempre, quer tirar fotos da paisagem deslumbrante.
No festival, além de apreciar a atmosfera dourada, apesar do clima frio e do vento, comum nesta época do ano, no final de semana ainda poderá desfrutar de passeios com o jinrikisha. Como fui durante a semana, fica aí uma foto do panfleto do festival.
À noite, as árvores recebem iluminação.
Comecei a editar um vídeo, curto, do local. Como o festival termina neste final de semana, editarei a postagem assim que concluir o vídeo, ou acompanhe pelo canal abaixo.

Conforme prometido, editando, eis o vídeo:

Endereço: 愛知県稲沢市祖父江町山崎柳野11
Aichi-ken Inazawa-shi Sobue-chō Yamazaki Yanagino 11

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